sexta-feira, 30 de julho de 2010

Nordsjaelland 0, Sporting 1

O Sporting venceu o Nordsjaelland por 1 a zero em jogo a contar para a Liga Europa, naquele que foi o primeiro jogo oficial da época.

Os leões alinharam no 4-4-2 que reúne as preferências de Paulo Sérgio e com os seguintes jogadores:
Rui Patrício, João Pereira, Evaldo, Polga e Carriço; Pedro Mendes, Maniche; Vukcevic, Yannick, Postiga e Saleiro.

Com uma exibição muito sólida, e em que exibiu durante largos momentos o carrossel que o Sporting parece querer fazer sua imagem de marca, o resultado peca por escasso. Helder Postiga (3 vezes), Jaime Valdes, Vukcevic, Maniche entre outros tiveram situações muito previlegiadas para fazer funcionar o marcador novamente. Sem que o Sporting tenha deslumbrado.

De realçar que após a lesão de Pedro Mendes, o Sporting perdeu algum controlo do seu meio campo, e também a velocidade na transição para o ataque. Esperemos que o período de inactividade do excelente trinco leonino não seja grande, porque faz enorme falta.

O jogo foi resolvido por Vukcevic, após assistência primorosa de Maniche (o dia em que João Moutinho fizer assistência semelhante, os sportinguistas chorarão a sua perda).

Apreciação individual:
Rui Patrício - No primeiro minuto fez uma mancha que evitou o golo dos dinamarqueses. Após tantas dúvidas, pode-se dizer que foi decisivo, porque com a sua defesa evitou que o Sporting entrasse a perder, e objectivamente, evitou um empate.

João Pereira - Ofensivamente excelente! Defensivamente, por vezes esquecia-se da sua linha, e foi por ali que os dinamarqueses mais tentaram criar perigo. Mas este era jogo para atacar. Desequilibrou, fintou, cruzou, subiu criando aos jogadores adversários várias situações de um para dois junto à sua àrea. Num jogo em que seja preciso defender mais... estou curioso para ver.

Evaldo - Brutal. Forte, rápido, apoiou o ataque, mas fechou atrás sempre que necessário, inclusivamente compensando os centrais por mais de uma ocasião. Revelou-se intransponível no um para um. Temos lateral. Felizmente veremos muito menos do Grimi este ano.

Polga - A culpa daquele lance no primeiro minuto foi dele. Perdeu uma bola com um passe errado e foi passivo na abordagem ao jogador dinamarquês (Laudrup de seu nome). Iniciou a prometer mais do mesmo (da época anterior), mas a verdade é que acertou e jogou bem. Polga jogou bem, o que é uma novidade de há algum tempo a esta parte. Bom tempo de entrada aos lances, cortes providenciais na àrea, e bom na antecipação. O adversário era fraco, mas gostei de Polga. 

Carriço - Algo se passa com Daniel Carriço. Escrevam o que digo. Ou então digam o que escrevo. Permitiu algumas diagonais nas suas costas, e também teve contra si o facto de João Pereira subir muito e ser o lateral do seu lado. Mas não me parece em grande forma. Nuno André Coelho espreita.(Sá, podes começar a bater... Mas não estou convencido com o Carriço). 

Pedro Mendes - Faz tudo de maneira simples. é um facto. Mas executa tão bem e tão rápido, que se torna uma enorme mais valia. Não há lance em que dê 3 toques seguidos na bola, o que dá velocidade ao jogo. A forma como cria linhas de passe para receber dos colegas, e como parece já saber o que vai fazer quando a recebe, fazem dele imprescíndivel no Sporting.  O seu posicionamento também lhe permitiu recuperar algumas bolas, mas como o adversário era fraco essa análise fica para depois. Sem ele, foi tudo muito mais dificil.

Maniche - Assistência primorosa, qualidade de passe curto e longo, e é ele que pauta o jogo do Sporting. Um patrão no meio campo é isto. Ainda encontrou chances para ir à frente fazer os remates que tanto aprecia. Temos meio campo.

Yannick - Não foi tão desiquilibrador quanto se esperava. Não deu velocidade nos flancos, não cruzou uma bola, mas também não foi aquele Yannick que perde bolas atrás de bolas... Mas se é para ser titular, tem que tirar partido da sua mais valia física e correr, correr, correr...

Vukcevic - Quem é este jogador?? Está completamente transfigurado e já aprece aquele rapaz que em chegou a encantar nos seus primeiros meses no Sporting. Forte, rápido, com sentido de baliza, pormenores técnicos acima da média, e um jogador que continua a cheirar a golo. Bom jogo. A defender é que conitnua a ser mais dificil...

Saleiro - O que fez de melhor neste jogo, foi o fechar do flanco direito do Sporting. Resolveu o problema que João Pereira e Vukcevic não conseguiram resolver. O que prova que tacticamente é um jogador muito evoluído. Mas como ponta de lança, falta-lhe qualquer coisa. Continua muito distante da baliza. Tem toque de bola, sabe ler o jogo, mas não tem explosão para fazer algumas das coisas que quer fazer e não aparece na zona de finalização. 

Postiga - Este até esteve perto da baliza. Obrigou a uma defesa muito complicada, atirou ao poste num remate excelente, e teve mais duas oportunidades para alvejar a baliza dos dinamarqueses. Mas não fez golo. Postiga tem um misto de azar, com falta de técnica de remate. Tem um domínio de bola fantástico, segura bem a bola, combina bem com os companheiros, toma quase sempre a opção certa com a bola nos pés, está muito melhor fisicamente, até aparece a finalizar, mas regra geral... finaliza mal. Podem ajudá-lo?

Veloso - Último jogo pelo Sporting. Foi esforçado, mas a sua exibição perdeu valor quando comparada com a do homem que veio substituir. Verticalizou mais o jogo que Pedro Mendes, mas perdeu mais bolas e demorou mais tempo a decidir. Vai deixar saudades e desejamos-lhe toda a sorte do mundo.

Valdes - Entrou para a faixa esquerda e fez um remate perigoso. Esperava mais.

Liedson - Continua a lavar-se no banho de humildade que lhe anda a dar Paulo Sérgio, e nesta partida assistiu primorosamente Helder Postiga que rematou para grande defesa do guardião dinamarquês.

Realce para os jogadores que o Sporting não tinha no seu 11 principal: Liedson, Veloso (agora esta análise passa a Zapater), Valdes, Matias. No estaleiro encontra-se Izmailov, e André Santos e Salomão são jogadores para conseguir contribuir com qualquer coisa para o Sporting. Equipa muito equilibrada.  Mas continua a faltar um ponta de lança.

P.S.: Pongolle está a ficar cada vez com menos espaço...

New York Red Bull Challenge

O Sporting venceu o New York Red Bull Challenge fechando com chave de ouro uma pré-época muitissimo bem planeada e em que se viu uma evolução na equipa de jogo para jogo.

Neste prestigiado torneio, o nosso clube defrontou duas equipas inglesas de alto nível (Manchester City e Tottenham), que embora tenham actuado algo desfalcadas, são sempre adversários de grande valor.

O Sporting mostrou-se sempre mais confortável em 4-4-2 e apresentou um tandém de sonho no meio campo. Pedro Mendes e Maniche dão a esta equipa um andamento extraordinário, para além de se entenderem às mil maravilhas.

No centro da defesa continuam as dúvidas, e Paulo Sérgio mantém a sua inclinação por apostar na dupla Carriço e Polga. Carriço que, fruto ou não da lesão no braço, tem sido o pior dos titulares do Sporting (mesmo pior que Anderson Polga).

O derradeiro teste para Paulo Sérgio será dar maior profundidade e acutliância ao sector ofensivo, onde Postiga e Saleiro partem como titulares, trocam bem a bola, mexem-se bem, mas vêem pouca baliza. A rever (pese as excelentes indicações dadas por Postiga no jogo com o Manchester City, a fazer a ponte entre meio campo e avançados).

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Sporting 1, Celtic 1

O Sporting defrontou o Celtic de Glasgow hoje de madrugada nos Estados Unidos e empatou a uma bola.

Foi uma boa exibição da equipa de Paulo Sérgio. Provavelmente o melhor jogo até ao momento, da pré-temporada. A equipa inicial foi: Rui Patrício; Abel, Grimi, Torsiglieri e Tonel; Pedro Mendes, Veloso, Matias; Valdes, Vukcevic e Saleiro.

Equipa escalonada num 4-3-3, a ter muita posse de bola e a fazer a bola chegar rapidamente aos extremos. Defensivamente, o Sporting portou-se como um bloco, pressionou alto e de forma compacta. Contudo, alguns desacertos na zona defensiva fizeram com que o Celtic tivesse as melhores oportunidades de golo.

O Sporting também poderia ter marcado mas o jogo chegou ao intervalo com um empate justo.

O Sporting veio para a segunda parte com outro 11: Golas; João Pereira, Evaldo, Polga e Nuno André Coelho; André Santos e Maniche; Djalló, Salomão, Liedson e Pongolle.

Um 4-4-2, com boa circulação de bola, mas com deficiente cobertura defensiva. Novamente relacionado com o facto dos laterais não subirem quando de posse de bola, e dos médios ala não recuarem sem ela. Maniche e André Santos a terem que fazer muitas "piscinas", e o Celtic a aproveitar para ter um maior domínio sobre o jogo. Logo no primeiro minuto Golas evitou males maiores. A ajudar, o facto dos alas do Sporting não terem conseguido desiquilibrar (sobretudo Yannick Djalló... mau jogo do 20). O Celtic chegou à vantagem num penalty inexistente, dado que Polga não tocou em Samaras.

O Sporting viveu de um enorme Maniche! Se é assim que jogam os velhos, arranjem mais 10 iguais por favor. Recuperou bolas, lançou o ataque, fez remates perigosos, lançamentos de mais de 30 metros, perfeito entendimento com André Santos. Maniche fez tudo. Bem vindo ao Sporting. A grande reviravolta aconteceu quando Djalló saíu e entrou Helder Postiga. A jogar com 11 o Sporting chegou naturalmente ao empate, com Postiga  a marcar 15 segundos depois de ter entrado após iniciativa pela direita de Pongolle, com cruzamento a preceito para Salomão atirar à trave. Na recarga Postiga empurrou para a baliza. Depois o Sporting teve mais 3 ocasiões de perigo, sempre com Helder Postiga como protagonista (entrou muitíssimo bem).

No final existiu uma série de grandes penalidades com Liedson a falhar o sexto e decisivo.

Aspectos positivos:
Baliza: Tanto Vitor Golas como Rui Patrício estiveram enormes. Patrício fez duas defesas muito dificeis na primeira parte e Golas uma igual no inicio da segunda. Acresce que Golas controlou muito bem a sua àrea de rigor. Estou bem impressionado com o jovem jogador.

Tonel está bem. foi dos 4 centrais que se exibiram o que esteve melhor.

Pero Mendes e Maniche mostram a cada jogo que velhos são os trapos. Um a controlar, a temporizar e com boas acções defensivas. Outro a dar velociadade e imprevisibilidade ao jogo. Deixaram àgua na boca.

Vukcevic: Bom jogo. Forte, a assumir o jogo. Faltam melhores decisões no último passe/cruzamento.

Helder Postiga entrou com a corda toda. Assim sim.

Aspectos a melhorar:
Torsi: Não tenho dúvidas de que Torsiglieri é bom jogador. Tem corpo, usa-o bem, marca em cima e forte. Mas o seu posicionamento em campo é miserável. Sempre muito aberto face ao outro central, e foi enganado em duas bolas aéreas que entraram nas suas costas. Quando corrigir o seu posicionamento, é caso sério.

Polga: Não faz penalty, mas a forma como dá a ideia a Samaras para ir para o meio é absurda.

Valdes: Tem que desiquilibrar mais. Vê-se que tem bons pés, mas... não tem tomado as decisões mais correctas. Se não está em boa forma física não precisa de procurar o um para um. Tem capacidade técnica para jogar simples e de forma eficaz.

Yannick: CA MEDO!

Saleiro: Sozinho na frente não dá.
Liedson: Só está a trabalhar há 5 dias, mas de todos os mundialistas foi o que se apresentou pior. E falhou o penalty decisivo de forma incrível.

Último Terço do Sporting: O meio campo está oleado. Em 4-4-2 ou 4-3-3 o Sporting sabe o que fazer. Mas faltam os desiquilíbrios no último terço do terreno. E aí é preciso ou um ponta de lança que segure a bola e deixe os médios subir, ou que os médios procurem diagonais e rupturas no último terço. Os laterais também podiam seriam opção para desiquilibrar, mas se a bola chega tão depressa aos extremos, não têm tempo para subir.

Sem Melhoria Possivel: Grimi. É horrível. Não contribui com nada. Jogar com ele ou jogar com 10, não é a mesma coisa, porque jogar com 10 é melhor. Foi o único lateral que procurou a linha de fundo para cruzar. Adivinhem para onde o fez? Vocês conseguem...

Em suma, exibição muito positiva. Os Sportinguistas têm razões para estar optimistas.

domingo, 18 de julho de 2010

Sporting 2, Lyon 0

E hoje a apresentação aos sócios. O Sporting venceu facilmente por 2 a 0 um Lyon privado de algumas das suas melhores unidades. A equipa do Sporting apresentou-se num 4-3-3, sendo o 11 composto por:

Vitor Golas; Abel, Grimi, Tonel e Torsiglieri; Pedro Mendes, Miguel Veloso e Maniche; Valdes, Vukcevic e Pongolle.

Á excepção de Maniche, pode-se dizer que era um 11 composto pelos jogadores que menos minutos têm tido na pré-época e com a entrada directa de Pedro Mendes e Miguel Veloso.  O Sporting entrou logo a marcar, através de Tonel aos 2 minutos, após livre de Valdes.  Tirando o golo, o Sporting sentiu muitas dificuldades em articular o seu jogo, porque não havia uma dinâmica de transição ofensiva que permitisse a circulação de bola pelos centro campistas. Se Pedro Mendes não conseguisse receber, raramente Veloso e Maniche criavam condições para receber a bola. Isto obrigava o Sporting a sair por Grimi, Abel e Torsiglieri .

Á meia hora Paulo sérgio fez entrar Matias Fernandez e tudo se alterou. A começar pelo triangulo do meio campo, cujo vértice se inverteu, com Pedro Mendes a ter maniche do seu lado e Matias como Médio centro ofensivo. A equipa melhorou 500%. E o Lyon acabou nessa altura.  Porque a saída de bola começou a ser feita pelo meio (Maniche e Pedro Mendes) e porque Matias conseguiu jogar entre as linhas do Lyon, receber a bola e por a equipa a jogar.

Quando o Sporting foi para o intervalo já estava por cima do jogo, novamente. Na segunda parte foram feitas várias alterações e o Sporting voltou a experimentar um 4-4-2 quando Postiga rendeu Matias Fernandez. Ofensivamente a equipa perdeu qualquer coisa, mas defensivamente tudo esteve muito controlado (até porque o Lyon começou a substituir jogadores, e a sua segunda linha não pareceu tão forte quanto a do Sporting). O Sporting chegou ao 2 a 0 através de Yannick Djalló, após assistência de Salomão, e depois passeou até ao fim.

Realce para a boa pressão colectiva do Sportng, com os sectores perto uns dos outros (contrariamente ao que aconteceu com o PSG). Ajudou o baixo ritmo a que se movimentou o Lyon, mas várias vezes o Sporting recuperou a bola no seu meio campo ofensivo e isso é muito positivo.

Aspectos positivos:
Matias Fernandez - Ele viabiliza o 4-3-3, e sem deslumbrar, fez a equipa jogar. Tem boa técnica, gosta de ter a bola nos pés, cria linhas de passe para os colegas executarem e quando joga simples dá velocidade ao jogo. Bom regresso.

Nuno André Coelho e Polga - Exibiram.se a grande nível, subindo a linha defensiva, e ganhando duelos individuais que dão confiança à equipa para pressionar alto. Polga até se atirou para o chão algumas vezes na àrea (pasmem-se). Bom jogo da dupla.

João Pereira - Excelente jogo, mais um. Sobe a propósito, é veloz, desiquilibrou e foi aguerrido a defender. Está em grande forma.

André Santos - Uma formiguinha de alto nível. Boa ocupação dos espaços, muitas recuperações de bola, simplicidade de processos a lançar o ataque. Claramente mais um excelente produto da escola do Sporting.

A melhorar:
Torsiglieri - Volta para esta coluna, depois de ter estado como ponto positivo frente ao PSG. Eu acho que Torsi é um bom jogador. A sério que sim. Mas joga a um ritmo completamente diferentte. É notório. Vai precisar de tempo e paciência.

Grimi, Abel - Como o Sporting parece pior quando eles estão em campo. Abel porque João Pereira está excelente e Grimi porque... não sabe andar. Evaldo só tem que fazer o básico (ou seja, equipar) para ser 500 vezes melhor que o argentino.

A transição defesa ataque também tem que merecer uma palavrinha. Tirando os 30 minutos em que Matias Fernandez esteve em campo, parece que a circulação só se pode fazer pelos laterais. Como lá na frente não há velocistas de excepção, e não se consegue variar o flanco do jogo, a equipa torna-se previsivel.  A resolver.

Em resumo, boa vitória, contra um adversário bom (embora limitado). Claras melhorias com a inclusão dos mundialistas (que quase não treinaram, note-se. Mas a qualidade que acrescentaram é inequívoca).

Paris Saint Germain 4, Sporting 2

E ao 6º jogo (o terceiro a sério, se quisermos), a primeira derrota desta pré-época e os primeiros sinais verdadeiramente preocupantes.

O Sporting apresentou-se em campo em 4-4-2, aquele que é o sistema preferido de Paulo Sérgio para potenciar uma equipa sem os mundialistas e Izmailov.
A equipa titular foi: Rui PAtrício, João Pereira, Evaldo, Carriço e Polga; Maniche e André Santos; Yannick, Vukcevic, Postiga e Saleiro.

Há muito para dizer deste jogo, mas poucas coisas seriam importantes. Por exemplo, o Sporting aos 5 minutos vencia por 2 a 0. Para mim, enquanto adepto do futebol, é impensável que uma equipa que vence um jogo por 2 a 0 aos 5 minutos, o perca.

E perde porquê? Simples. O Sporting continua muito permissivo no centro da defesa. Não há volta a dar. A passividade da dupla Polga Carriço é alarmante. E a falta de comando de Rui Patrício da sua àrea de jurisdição (a pequena àrea) é assustadora para um guarda redes com 1m 95cm.  Eu gosto do Patrício: É alto, é ágil, tem reflexos, é rápido a sair dos postes e fazer manchas. Não me agrada a controlar a pequena àrea, porque não tem atitude.  Cansei-me destes 3 elementos.

Mais, o meio campo do Sporting não pode só viver de Maniche e André Santos. São precisas duas coisas em momentos diferentes do jogo: 1- Sem posse de bola, arranjar forma dos médios ala recuarem e estarem melhor posicionados nas transições defensivas (capazes portanto de impedir contra-ataques) e; 2- Com posse de bola, os defesas laterais sobem, para a linha dos médios centro (A la Manchester... que o faz porque tem dois centrais altos, rotinados, rápidos e evoluídos tecnicamente) e os centrais dão um passo em frente. De uma maneira ou de outra, o importante é que a equipa esteja compacta a defender e a atacar. 

O que não está.e estraga o trabalho de pressão feito pelos avançados e médios centro - Porque o adversário consegue circular a bola facilmente pelos corredores laterais e criar lances de perigo.

Aspectos positivos: Aos 65 minutos o Sporting fez uma série de substituições e entre outros fez entrar Torsiglieri e Nuno André Coelho. Gostei da dupla. Acho que merece uma oportunidade mais consistente. Saíram bem com a bola nos pés (NAC fá-lo com relativa facilidade), bateram-se com muito maior eficácia nas alturas (a que não será alheio o facto de terem mais 3o cms que a dupla anterior)  e vi-os com lances de sacrificio na àrea. Pode-se argumentar que entraram com o resultado já em 4-2. É um facto que a vontade do PSG atacar era menor, mas... por isso mesmo é que penso que merecem uma segunda oportunidade.

João Pereira continua bem. Confortável com a bola nos pés e a dar soluções de passe. Vukcevic vem com outra vontade. Se não a perder (o que é dificil...) será mais valia.

Aspectos a melhorar: Não se pode sofrer 4 golos na pequena àrea (ou nas imediações desta) e com os jogadores adversários a rematarem soltinhos e sem problemas... Culpa: Centrais e Guarda Redes. Adeus, vão descansar e reflectir porque não se pode passar a mensagem de que há intocáveis.

Postiga e Saleiro... não dá. Jogam bem, têm boa técnica, entendem-se, mas... Não é o que o Sporting precisa. Lamento, mas não é. Creio que falta verticalidade às suas acções e as suas condições físicas não lhes permitem passar por adversários em lances um para um, nem ganhar bolas pelas alturas na àrea. A qualidade como jogadores é indiscutível, a utilidade dentro do que é o contexto desta equipa ainda está por provar.

O esquema táctico, para provocar desequilibrios, obriga a excelente condição física. Por isso ainda dou o benefício da dúvida. Mas que até ao momento está longe de impressionar... é um facto.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Nice 1, Sporting 1

O Sporting defrontou este Domingo o Nice, equipa 15ª classificada da primeira liga francesa na época passada.

Contrariamente ao que acontecera na véspera, o Sporting apresentou-se em
4-3-3 com a seguinte equipa:
Tiago; Abel, Grimi, Torsiglieri e Tonel; Nuno André Coelho, André Santos e André Martins; Pongolle, Vukcevic e Owusu.

As conclusões são claras. Com os actuais elementos, o 4-3-3 não tem pernas para andar. Falta apoio do meio campo aos avançados, e falta um trinco que seja capaz de compensar a subida dos laterais. Nuno André Coelho já mostrou não ser esse trinco e Paulo sérgio já justificou a sua utilização nessa posição com a falta das verdadeiras opções para o lugar (Pedro Mendes e Veloso).
O Sporting chegou ao intervalo a perder, depois de uma primeira parte em que o gás acabou nitidamente aos 25 minutos. A equipa deixou de pressionar alto, deixou de estar compacta e a diferença de andamento para os franceses foi evidente.

Na segunda parte Paulo sérgio voltou ao 4-4-2.
Entraram em campo Evaldo, João Pereira, Carriço (a trinco - vejam o meu comentário ao post Fábrica de sonhos, a respeito da utilização de Carriço nesse lugar num jogo contra o Nacional no final da época 2008/2009. Gostava muito que fosse uma opção de continuidade), Maniche, Salomão, Yannick, Postiga e Valdés.

Obviamente o futebol do Sporting saiu muitíssimo beneficiado. Mais tempo perto da baliza do Nice, mais velocidade, mais proximidade entre sectores, mas a sensação de que também não será com estes alas que o Sporting vai lá. E neste 4-4-2 não vejo lugar para Matias Fernandez (o que é interessante de vir a confirmar). Seja como fôr o Sporting melhorou e chegou ao empate (através de um penalty algo duvidoso).

Aspectos positivos: Maniche está muito bem; Salomão é atrevido, tem boa técnica e pode ser opção para o plantel; Evaldo e João Pereira dão outro andamento às alas do Sporting e foi muito por eles que o Sporting se chegou mais à frente.

Aspectos a rever: Torsiglieri definitivamente está a ter dificuldades em adpatar-se ao ritmo de jogo e ao posicionamento face ao resto da defesa; Não deve ser opção para inicio de época e ou o Sporting contrata, ou a melhor opção é a dupla Polga/Carriço; André Martins e Owusu não têm andamento para isto. É emprestar e ver se evoluem; Grimi... é Grimi. Até a Jabulani chora nos seus pés; Vukcevic está nas lonas (embora tenha estado bem nos primeiros 20 minutos); Pongolle... Bom, não vai ser a extremo esquerdo que vai explodir como prometeu; Postiga é a baliza, baliza é o Postiga... era importante que vocês os dois travassem conhecimento e se dessem bem. Senão, as recepções coladinhas ao pé, as tabelas de cabeça levantada, o segurar a bola de costas, o arranjar espaço para rematar recorrendo à técnica - Não servem para nada.

Outra coisa importante para ser trabalhada por Paulo Sérgio: O entendimento entre os dois pontas de lança. Movimentam-se quase sempre para o mesmo lado. Não deve ser o que se pretende.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

A Fava e o Brinde 3

Resgate Vermelho


Quem é do Sporting e não é assim tão novo, ainda sente um arrepio na espinha quando ouve o termo "Verão Quente de 1993". Para quem não sabe o saudoso período foi marcado pelo ataque forte efectuado pelo então presidente José Sousa Cintra, ao rival Benfica, resgatado na altura tudo o que mexia e que tinha então ordenados em atraso. Era o contra-ataque aos diversos aliciamentos do clube da luz, que na época de Jorge de Brito, compravam tudo o que era associado pela imprensa ao clube de Alvalade - com Futre e Paulo Santos os expoentes máximos. 3 nomes na altura se destacaram e tinham o rumo da porta 10A traçado mas com o rapto para Torremolinos (ou outra qualquer estância do sul de Espanha) do João Pinto, apenas a dupla que hoje recordo assinou de facto pelo nosso Sporting: Paulo Sousa e Pacheco.

Começemos pelo Brinde. Paulo Sousa era um produto das escolas do Benfica. Um médio centro inteligente, com elevado aproveitamento de passe, boa capacidade de recuperação. O potencial que demonstrava veio a confirmar-se futuramente com a conquista de vários campeonatos pela Juventus, o título de melhor estrangeiro da Serie A e duas Champions. Talvez pecasse por ter pouca capacidade de finalização mas era um "registra" da mais fina água e sem dúvida a última pérola a sair da formação dos milhafres. Aproveitou no entanto a sua passagem por Alvalade para dar o salto para voos mais altos e uma única época de leão ao peito deixou água na boca.

O médio/extremo esquerdo Pacheco partilhou o balneário com Diamantino, Sheu, Paneira, Schwartz, entre outros e vinha rotulado de craque, apesar de não ser indiscutível no 11. e com 27 anos Rápido e incisivo, aparecia bem na área de conclusão , mas a realidade não foi bem assim. Nunca convenceu verdadeiramente Bobby Robson e algumas lesões retiraram-lhe espaço. Com o despedimento do inglês, com Queirós e a chegada do nigeriano Amunike, limitou a sua utilização e após duas épocas foi remetido ao esquecimento, rumando ao Belenenses, passando por itália antes de acabar. Uma fava que não deixa saudades.

Quem se lembra do então empresário Paulo Barbosa nas notícias a lançar o repto a Paulo Sousa: - Paulo, liga à tua mãe que está tão preocupada e não sabe de ti! Lindo tal como as gravatas do ex-empresário sediado em França.

Paulo Sousa:
Nota Fava: 0 Nota Brinde: 4

Pacheco:
Nota Fava: 4 Nota Brinde:0

Nota: sistema de pontuação de zero a 5.