sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Movimentações no Mercado - Tonel e Pongolle seguem caminho

O Sporting transferiu Tonel para o Dinamo de Zagreb e emprestou Sinama Pongolle ao Zaragoza.  Ainda não se conhecem os valores da transferência de Tonel, já no que diz respeito a Pongolle o Zaragoza assume os ordenados do jogador e fica com uma opção de compra de 5 milhões de Euros.

O Sporting perde, com a saída de Tonel, um suplente que quando tivesse que entrar o faria sempre com o pé na tábua. Perde também alguns golos em situação de bola parada (Tonel foi o único central do Sporting capaz de fazer a diferença nestes lances nos últimos 7 anos).

Já a saída de Pongolle... bom, não deixa saudades. Não fez nada no Sporting. Teve os condicionalismos que teve, mas a verdade é que este ano, não se mostrou capaz de render e recebeu guia de marcha para se ir valorizar por outras paragens.

Questão pendente: virá aí outro avançado, ou Yannick passa a contar como avançado? Centrais, existem outros 4, pelo que não é necessário mais ninguém.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Brondby 0, Sporting 3


Passámos!!!!!!

O Sporting fugiu hoje da cadeia na Dinamarca, ao bater o Brondby por 3 bolas a zero. Tinha escrito aqui há 8 dias, que apesar de ter jogado mal, o Sporting era superior ao Brondby e que estes haviam saído de Alvalade com um resultado demasiado bom. E hoje ficou provado.
O que já não estava à espera era que o Sporting conseguisse dar a volta ao resultado, num jogo relativamente bem conseguido.

A equipa alinhou da seguinte forma: Rui Patrício, Abel, Evaldo, Nuno André Coelho e Carriço; André Santos, Maniche, Yannick e Vukcevic; Liedson e Postiga.

Foi o regresso ao 4-4-2, mas com enormes diferenças em vários aspectos do jogo. Extremos muitíssimo abertos e laterais muito subidos, com os centrais a subirem e a tornarem a equipa compacta. Com bola o Sporting era um 2-4-4, que rapidamente se transformava em 4-4-2 quando perdia a bola. Para isto muito contribuíram Nuno André Coelho, Carriço, Patrício e... Paulo Sérgio. É justo que se elogie (quando merece) quem tantas vezes é criticado. E o Sporting pôde fazer isto porque o Brondby é de facto muito mais fraco que os leões. Jogou quase toda a primeira parte na metade adversária, recuperou muitas bolas no último terço, só não conseguiu criar grande perigo, tirando o golo mal anulado a Liedson a meio da primeira parte. No último lance da primeira parte o Sporting faz o primeiro golo, numa finalização de cabeça de Evaldo, após livre muito bem marcado por André Santos (que jogão).




A segunda parte começou na mesma toada, contudo entre os 60 e os 70 minutos os dinamarqueses carregaram e estiveram muito próximo do golos. Para isso contribuíu uma desunião da equipa do Sporting, com os laterais a defenderem à frente da linha de centrais (que não estavam a subir convenientemente, e com Yannick e Vukcevic a demitirem-se mais da ocupação da linha dos médios centros. Ou seja, muito espaço entre linhas. Não fora o pulmão que André Santos revelou, e a coisa podia ter sido pior. Isso e a grande, monstruosa defesa de Rui Patrício após remate á queima roupa de Bischoff.

O Sporting mudou para 4-3-3 com Matias Fernandez no vértice mais avançado do trinagulo do meio campo (substituíu Postiga), na tentativa de colocar mais uma unidade no meio campo e reequilibrar as coisas, o que de facto foi conseguido. E teve a sorte de fazer o golo numa jogada em que Nuno André Coelho não teve medo de ser feliz e rematou de meia distância. O guardião do Brondby fez o resto.

Para o final do jogo, o Sporting apresentou mais uma nuance táctica com Yannick e descair para o meio, a partir da meia esquerda e num desses lances Liedson isolou-o e Yannick teve finalização 20 estrelas (ele que tantas vezes é criticado pela sua falta de afinidade com a bola). O Sporting passou. Como Paulo sérgio avisara, quando menos se esperava marcou 3 golos e continuou na Europa. Porque de facto é muito melhor do que o Brondby.

Por fim, uma palavrinha para os comentadores da SIC. O Sporting da primeira parte estava a pressionar alto, a jogar bem. Tinha alguma falta de criatividade, é um facto. Mas passaram a primeira parte toda a pedir substituições e a dizer que assim não dava. Estranha mania de querer sempre falar mal do Sporting (não é mania da perseguição, é verdade).




Apreciação Individual:

Rui Patrício - Há 8 dias tinha comprometido. Hoje foi decisivo. Não só pela velocidade e posicionamento em campo que permite ao SCP jogar com as linhas muito altas, como também pela extraordinária defesa que fez, e da qual já falei.

Abel - Tacticamente bem, em quase todos os aspectos. Mas tremeu muito com a bola nos pés. Se o Brondby tem apertado mais por ali, poderia ter sido um problema.

Evaldo - Fartou-se de correr. Atacou, atacou, atacou, e defendeu sempre bem. Seguro no um para um, inteligente a ocupar espaços, rápido a sair para o ataque e posicionamento irrepreensível. Faz poucos cruzamentos para a àrea, mas, deixa sempre o adversário na dúvida e obrigou a que na sua faixa estivessem sempre 3 jogadores do Brondby. E ainda marcou um golo.

Nuno André Coelho - O negócio João Moutinho continua a render dividendos. Excelente jogo, não pelo golo que marcou. Pelo ar não perdeu uma bola (convinha ao Sporting começar a ganhar estas segundas bolas no meio campo), foi intransponível no um para um, rápido. Claramente o melhor central do Sporting. E como já tinha percebido frente ao Marítimo, tem uma arma. Remata bem e forte. Obrigado Futebol Clube do Porto. 11 milhões + a dívida de Postiga e ainda este exclente central. Assim vale a pena.

Carriço - Melhor jogo da época. Teve um lance que perdeu na segunda parte para Jallow, mas foi irrepreensível a subir as linhas, ganhou bolas divididas, e a sua rapidez também foi muito importante para a equipa jogar subida. Assim, sim.

André Santos - Caso Sério. Muitos kms, muita bola recuperada, quase sempre bem na transição para o ataque, e pareceu mais entrosado com Maniche. Fez uma assistência e empurrou a equipa para a frente. Bom jogo.

Maniche - Bom jogo. O melhor desde o golo que marcou em Alvalade na eliminatória anterior. Conseguiu vir buscar jogo atrás, e não tendo a frescura de André Santos também recuperou muitas bolas e rapidamente as distribuíu conferindo largura ao jogo do Sporting.

Yannick - Está mais jogador tacticamente. Mas com a bola nos pés continua a aleijar a vista. Mas... fez um grande golo, o que lhe dá nota muito positiva no jogo.

Vukcevic - Muito bem fisicamente, mas foi um caso de muita parra e pouca uva. As suas qualidades técnicas não deram grande coisa ao futebol ofensivo do Sporting, mas vê-se que está bem, confiante e quando assim é, a qualquer momento faz um golo.

Postiga - Jogo pouco conseguido. Não conseguiu ganhar lances divididos, e não deu tempo para que a equipa subisse. Na àrea foi macio. O toque de bola que exibiu, não chegou para se exibir a bom nível.

Liedson - Tem futebol na cabeça. Se os companheiros entenderem o seu futebol, o Sporting pode ganhar outra dimensão no ataque. Excelente assistência para Djalló e bom golo (mal anulado).

Matigol - entrou bem, embora tenha perdido uma ocasião soberana para fazer o 3 a 0. Mas ajudou ao carrossel no meio campo (excelente a iludir a marcação para vir buscar jogo), e ajudou a defender.

Valdes - Também entrou bem, embora tenha estado menos em jogo que Matias. Mas é um jogador que vê baliza.

Saleiro - Entrou.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Já está!!



Um verdadeiro momento de libertação. Não me lembro de alguma vez ter festejado tanto um penalty.  Vamos embora Sporting!!!!

O jogador da semana - João Pereira


O jogador desta semana é João Pereira. A seguir ao jogo com o Brondby, quase que já estava atribuído, tal a diferença de andamento e vontade que revelou em relação aos demais colegas de equipa. João Pereira ataca, defende, finta, luta, compensa o central, faz tudo. É com muita pena que vejo a lesão acontecer no momento em que acontece. Porque o Sporting não tinha jogador em melhor forma, e porque me parecia que ia a caminho da afirmação definitiva no panorama do futebol Nacional.
 Que volte depressa e igual («talvez» um pouco menos refilão...).

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Sporting 1, Marítimo 0

O Sporting venceu o Marítimo por uma bola a zero ontem à tarde, com um golo de Matias Fernandez ao cair do pano. Está fácil de ver que se tratou de uma vitória muitíssimo suada.

Os leões alinharam com Rui Patrício, João Pereira, Evaldo, Carriço e Nuno André Coelho na defesa. O meio campo foi composto por André Santos, Zapater e Maniche. Nas alas alinharam Vukcevic e Yannick e o ponta de lança foi Liedson. Um 4-3-3 com um meio campo muito musculado de acordo com o que havia sido prometido por Paulo Sérgio: Uma equipa mais pragmática, a não ter tanta pressa para chegar à baliza, mas ao mesmo tempo mais segura. E de facto, o Sporting denotou muita falta de criatividade. Não chegou muitas vezes à àrea adversária, e sempre que o fez foi através de passes longos. Isto porque, no meio campo, Zapater e Maniche raramente se desdobraram e deram uma referência como vertice mais avançado do meio campo. Ou a bola entrava directamente em Liedson, ou então tinha que se verticalizar o jogo com a bola a entrar rapidamente nos extremos. Contudo o Marítimo estava mais do que preparado para isto, e nunca permitiu que Evaldo e João Pereira conseguissem municiar Yannick e Vukcevic.

Contudo, a virtude, foi o facto da equipa estar mais compacta e raramente permitir ao Marítimo que construísse jogo. Defesa subida, e Rui Patrício a fazer um excelente papel como líbero. Numa dessas jogadas, em que impediu mais um contra ataque do Marítimo acabou por lesionar João Pereira.

Na segunda parte o Sporting apareceu um pouco melhor. E podia ter feito golos, mas continuou a revelar algum desacerto na finalização. Claramente meio campo a menos, para o que era necessário. Paulo Sérgio mudou de táctica e colocou Yannick no vertice mais avançado de um losango no meio campo, no apoio a Vukcevic e Liedson. Mas Maniche e Zapater mantiveram-se muito longe do jogo e não havia maneira do Sporting furar a muralha do Marítimo.  Na defesa, continuava tudo tranquilo, muito embora a equipa do Sporting continuasse a tremer.  O Marítimo acabou mesmo por ter uma grande oportunidade de golo, num lance em que Patrício exagerou nas suas funções de líbero.  André Santos e Maniche ameaçaram de longe, Liedson falhou isolado na pequena àrea, mas o Sporting não conseguia furar a defesa do Marítimo. Até que no último minuto, aos trambolhões, a bola sobrou para Matias Fernandez na àrea, que não consegue rematar e quando Liedson vai emendar surge uma falta milagrosa. 89 minutos, Penalty e Matigol a não perdoar.


E o Sporting venceu. Não jogou bem, mas pela posse de bola (outra vez 65%), pelos remates, pela tempo que acampou no meio campo do Marítimo, o desfecho tem que se aceitar. Foi a única equipa com essa ambição (quando até deu ideia de que se o Marítimo quisesse apertar um pouco mais, até poderia ter sido ameaçador).

Apreciação Individual:
Rui Patrício: Como fomos dizendo, Patrício foi fundamental na forma como adiantado impediu que o Marítimo pudesse explorar o adiantamento da defesa do Sporting. Adiantamento esse, que fez com que a equipa jogasse muito tempo no meio campo do Marítimo e recuperasse a bola muito à frente no terreno.

João Pereira: Estava a fazer um bom jogo. Os dribles habituais (perigosos, porque se perde a bola, dá sempre contra ataque perigoso), e rapidez a recuar. Mas alguém tem que lhe dizer que deve reclamar muito menos. Habilita-se a ter um dissabor. Quem vai para cima dos adversários como ele faz (e muito bem) tem que esperar ser carregado. O que também pode ser bom para a equipa. Num dos momentos em que com abnegação recuou, lesionou-se num choque com Patrício. Esperemos que não seja grave, porque faz muita falta.

Evaldo: Bem intencionado, com muita bola, sempre em alta rotação, mas nunca conseguiu desequilibra.

Nuno André Coelho: Temos central. Ganhou todas as bolas pelo ar, não fez faltas desnecessárias e não teve problemas em transportar a bola. Hoje disseram-me que lhe faltam pezinhos. Não concordo. NAC é jogador. E revelou que pode ser útil nos remates de longe.

Carriço: Está muito intranquilo. Parece que vai sempre à queima aos lances. Não tem nenhuma falha evidente, mas parece que quer fazer demais e em situações em que não há necessidade (jogador de costas para a baliza e virado para a linha lateral... não tem que ser carregado - Por exemplo). Mas foi dos melhores jogos que fez. E ainda cumpriu a lateral direito.

André Santos: Jogão. Compensou ambos os laterais, ganhou lances divididos, conseguiu sair a jogar com a bola nos pés, ameaçou a baliza adversária, fez faltas que impediram contra ataques (o que prova que é um jogador que aprende rapidamente com os erros), e não foi por ele que a transição defesa ataque não foi mais fluída.

Maniche: Onde anda o Maniche da pré-época? Não se envolve na saída para o ataque, parece estar sempre no sítio errado (neste jogo muito encostado às linhas, mesmo quando lance decorria na outra ponta do campo e na posse do adversário), e complica nas opções que toma quando tem a bola nos pés. Salvam-se os remates de meia distância. Mas muita da dinâmica que o Sporting tem perdido, tem sido pelo seu baixo rendimento.


Zapater: Mostrou bom passe, simplicidade de processos, e uma enorme atitude (a saída de campo é deliciosa e inspiradora). Não mostrou boa recepção (quiçá algo intranquilo) nem colocação no campo. A rever, mas percebe-se melhor porque Paulo Sérgio não foi capaz de apostar nele cegamente. A rever.

Yannick: Bom, tacticamente foi um portento. Recuperou várias bolas na defesa e fechou bem, sempre que Evaldo subiu, mas... Yannick tem que ser velocidade. E ele nunca fez uso dela. Mesmo quando passou para o meio cumpriu tacticamente mas faltou a explosão.

Vukcevic: Está em boa forma. E o problema dele é que quando está em boa forma esquece-se de tudo o que tem de fazer correctamente. Tecnicamente excelente: Extraordinária recepção orientada no peito em rotação para a baliza, grande remate à trave, forte no um para um. Mas não percebe o básico do futebol. A forma como não consegue evitar os foras de jogo na segunda parte, ou como não devolve a bola a Liedson por duas vezes... Mas na forma em que está, é o que mais provavelmente provocará desequilíbrios.

Liedson: Não se entende com Vukcevic. E ainda por cima quando finalmente convenceu o montenegrino a assisti-lo... falhou um golo que parecia fácil. Sofreu o penalty que deu o golo.


Polga: Muito à semelhança de Carriço. Como é que num jogo sem trabalho nenhum se pode demonstrar tanta intranquilidade? De positivo, arrancou a falta que deu origem ao lance do Penalty.

Matias Fernandez: Marcou o Penalty.  Gosto muito deste jogador, mas não tem estado à altura do meu gosto por ele e ontem, tirando a competente finalização do Penalty (num momento de pressão, note-se), não foi diferente.

Saleiro: Ganhou um livre à entrada da àrea, e batalhou muito para ganhar lances divididos. Mas é estranho que desde que a época começou só tenha feito um remate à baliza (contra o Paços e para falhar um golo fácil...). É pouco.

E para o fim deixo Bruno Paixão. Um ódio de estimação que tenho. Cada jogo de Bruno Paixão é um compêndio sobre como complicar o que é fácil. E a forma como transformou a agressão a Daniel Carriço num amarelo para ambos os jogadores é pouco mais que brilhante. "Tu bateste-lhe: Amarelo; Tu deixaste que ele te batesse: Amarelo.". E assim andamos há anos.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Sporting 0, Brondby 2

O Sporting perdeu esta noite com o Brondby, num jogo que traz ainda mais preocupações. Paulo Sérgio estruturou a equipa em 4-4-2. A equipa inicial foi composta por Rui Patrício, João Pereira, Evaldo, Nuno André Coelho e Carriço; Maniche, André Santos, Valdes e Matias Fernandez; Postiga e Liedson.

O 4-4-2 da primeira parte trouxe de volta o odiado losango. Com Valdes e Maniche como interiores e Matias Fernandez na posição 10. Paulo sérgio tentou aproximar o meio campo do ataque e dar à equipa uma maior ligação no sector intermediário que permitisse a mais rápida circulação da bola. Falhou. E falhou porque Maniche não dava à direita o apoio que Valdes tentava darà esquerda, e porque André Santos estava sempre muito longe dos restantes. O Sporting viveu de João Pereira, mas continua a ter os sectores muito desligados, com o portador a encontrar-se isolado e a ter que recorrer a uma verticalização que só tirava os pontas de lança da àrea.  Estes, quando recebiam a bola, nunca tinham ninguém no apoio frontal e como tal, ofensivamente o Sporting não existiu (pese uns primeiros 6 minutos muito interessantes).  Rui Patrício evitou o golo num lance em que todos ficaram a ver o jogador do Brondby a rematar, e esse mesmo jogador fez o golo à passagem do minuto 43, num remate muito bem executado mas em que o Sporting não fez uma falta a meio campo, e depois ficou a ver jogar perto da àrea.  De seguida teve duas oportunidades que desperdiçou - Mais do mesmo.

Na segunda parte, o Sporting sofreu cedo um golo em que mais uma vez concedeu muitas facilidades à equipa do Brondby. Já vamos falar sobre o lance.  E depois, bom depois o Sporting atirou 2 bolas aos ferros e falhou pelo menos 3 oportunidades de golo. Em que teve um misto de azar, com falta de capacidade.   Paulo Sérgio mexeu, verticalizou a equipa com as entradas de Yannick e Vukcevic, e parece-me que este é o melhor compromisso para o Sporting dadas as opções que tem para o ataque. 4-4-2 com extremos abertos e têm que ser extremos que procurem a linha: Ou seja, têm que ser Vukcevic e Yannick.

Nota ainda para o àrbitro da partida. Muito pouco caseiro. O Brondby deve ter feito umas 40 faltas no jogo todo. E viu um amarelo. O Sporting viu 2. Pior que isso fez vista grossa a 2 penaltys (um dos quais demasiado claro) e a forma como parou o lance em que Valdes seguia para a àrea depois de se livrar da carga de dois adversários, também foi estranha. Enfim, o Sporting já jogou pouco, e ainda ter que levar com isto é complicado.

Complicada vai ser a segunda mão porque dificilmente me parece que o Sporting passa. Apesar de ter sido, e ser superior ao Brondby.  68% de posse de bola, 2 bolas nos ferros, mais 3 oportunidades claras de golo, 29 remates contra apenas 6 e isto tudo a jogar mal, são prova mais do que suficiente. O Brondby nunca teve o jogo controlado mas sai de Alvalade com um resultado extraordinário para o que colocou em campo.

Apreciação Inidividual.

Rui Patrício: Evitou um golo com uma boa defesa, consentiu outro com uma defesa para a frente de muito má qualidade. Comprometeu.

João Pereira: Espectáculo! Cheguei a pensar durante o jogo que merecia uma equipazinha melhor. Completamente abandonado na linha, João Pereira sozinho desiquilibrou pelo flanco, semeou o perigo, fez combinações perigosas com os colegas e foi um monstro a defender. Foi castigado com 34 faltas e ainda sofreu um Penalty não assinalado.

Evaldo: Bom, Evaldo tem que começar a dar menos espaço aos adversários. O jogador do Brondby que fez o golo e que rematou para defesa de Patrício no segundo é um jogador com um pontapé fortíssimo. Já se tinha visto antes! E Evaldo com tanto espaço que lhe deu acabou por ver dois golos nascerem pelo seu lado. Já na Mata Real havia sido igual.

Nuno André Coelho: dominador nas alturas, não comprometeu a defender. Boa exibição que poderia ter coroado com um golo, mas cabeceou ao poste.

Carriço: A braçadeira pesa-lhe ou dá-lhe sono. Uma das duas é. A forma como não consegue arrancar com o jogador que recarga no golo do Brondby na segunda parte, diz isso mesmo. Parece que há novamente meninos em Alvalade. Desde o início que digo que não está em condições de ser titular no Sporting. Pode ser um grande líder, mas não tem desempenho desportivo à altura. 

André Santos: Pecou por não fazer a falta no lance do primeiro golo, mas curiosamente, na fase de maior desacerto do Sporting, foi ele que chegou a equipa à frente. Que pressionou, que ganhou lances, que apareceu na àrea. Jogo esforçado.

Maniche: Mau jogo. Péssimo jogo. Como interior não cumpriu tacticamente e na Segunda parte desapareceu do jogo.

Matias: Não tem estofo mental. Não há volta a dar. Entrou bem no jogo, a variar o flanco, a ganhar lances divididos, a ligar o ataque. Depois levou um toque... E ACABOU! Num jogador profissional, é muito estranho. Sem estofo, não se joga. Tem que voltar para o banco.

Valdes: Melhor que com o Paços, mas algo individualista nas suas acções. Tecnicista, mas não desequilibrou.  Nunca ajudou a defender e isso tb não ajudou Evaldo.

Postiga: Falhou um golo incrível no fim da primeira parte. E quando assim é...

Liedson: Melhor jogo da ápoca, do qual terá saído lesionado. Atirou ao poste de bicicleta, obrigou o guarda redes contrário a uma grande defesa e teve alguns pormenores interessantes. Sofreu um Penalty não assinalado.

Vukcevic: Está bem. Tem que ser titular. Forte no um para um, com boas combinações pelas laterais, foi pena não ter apostado mais no cruzamento.

Saleiro: Não acrescentou.

P.S.: É preciso fazer regressar Pedro Mendes. Falem com o Karamba, com o Bambú, com quem quiserem. Rapidamente. E gostava de ver Zapater em campo. Não percebo como é que um jogador que faz 28 jogos no campeonato italiano e 3 golos, é suplente de André Santos (que tem qualidade, mas...) e não é opção quando Maniche se arrasta em campo.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

O jogador da semana - Rui Patrício


Rui Patrício não é querido pelos adeptos, mas esta semana é o jogador do Sporting com melhor rendimento. Começou a semana com um excelente jogo ao serviço dos Sub-21 onde garantiu a vitória na Lituânia com duas excelentes defesas. Foi também dos melhores, senão o melhor, do Sporting no jogo com o Paços de Ferreira em que conseguiu com duas intervenções de grande nível manter o Sporting na luta pelos pontos. 

Algo colocado em causa no inicio do ano, a resposta de Rui Patrício foi inequívoca e reveladora de um jogador com boa mentalidade para o desporto. O Sporting precisa de um Guarda Redes? Talvez, mas enquanto vem e não vem algum, Patrício assume-se como o dono da baliza.